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APÓS PROMETER DIMINUIR PERSEGUIÇÃO, GOVERNO CHINÊS PRENDE MAIS CRISTÃOS

Após prometer diminuir perseguição, governo chinês prende mais cristãos
23 cristãos estão desaparecidos após terem igreja fechada pela polícia. Oficialmente, o governo comunista da China defende o ateísmo, mas, diferentemente da ex-União Soviética, deixou de encarar a religião como “o ópio do povo”. Foi o que indicou o novo diretor da Administração Estatal para os Assuntos Religiosos, Wang Zuoan.

“O Partido Comunista Chinês começou a encarar a religião com uma perspectiva mais positiva”, disse Wang Zuoan em uma entrevista recente ao jornal Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista chinês. “A antiga União Soviética e as nações do (extinto) Pacto de Varsóvia não conseguiram lidar bem com as questões religiosas. Isso serviu como uma grande lição para a China”, acrescentou.

O diretor reconhece que “a influência da cultura ocidental na China, incluindo o cristianismo, aumentou muito… é normal que a religião se consolide durante o processo de modernização de um país… A sociedade chinesa está se tornando cada vez mais tolerante. As pessoas não são mais assediadas por seguirem uma religião… O governo chinês atribui à religião um papel mais positivo, encorajando que ela se adapte à sociedade socialista”, assegurou.

“Basicamente, a religião defende a paz, a reconciliação e a harmonia… e pode desempenhar um importante papel na sociedade. Mas devido a vários fatores complexos, a religião pode se tornar uma isca para a agitação e antagonismo. É preciso ser muito claro sobre este ponto”, encerrou Wang.

Mas na prática, a perseguição continua. Em meados de novembro, cerca de uma dúzia de policiais entraram na Igreja Cristã de Nanle, na província de Henan. Zhang Shaojie, que é o pastor da igreja, e mais 23 membros foram presos e levados para um local não divulgado.

Desde então ninguém sabe como eles estão e se continuam vivos. A prisão arbitrária gerou uma onda de protestos dos membros da família e da igreja, que desde então tem se reunido em frente à delegacia de polícia local. De acordo com a ChinaAid, uma missão internacional que luta pelos direitos religiosos na China, as autoridades ameaçaram os manifestantes e alguns foram presos, incluindo as duas das irmãs do pastor.

A prisão de Pastor Shaojie acabou gerando um efeito negativo em cascata para o governo. Primeiramente por que ocorreu apenas um dia após o Comitê Central do Partido Comunista prometer acabar com o programa de “reeducação pelo trabalho”. Já são 50 anos de duração desta variação da lei, a qual permite que qualquer cidadão seja condenado a até quatro anos de prisão pela polícia, sem passar por um julgamento.

O outro aspecto negativo é que a igreja pastoreada por Shaojie não era uma reunião ilegal feita nas casas. Trata-se de uma igreja que possui o registro junto ao governo. Por causa disso, surge um novo motivo de preocupação para os milhões de cristãos chineses que acreditavam que o governo finalmente relaxaria em sua perseguição ao cristianismo.

Organizações como a ChinaAid vem divulgando informações sobre a Igreja Perseguida na China há anos e pressionado a Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional, do governo norte-americano. O objetivo é levar esse tipo de debate para as assembleias da ONU e para isso usam todos os grupos de defesa dos Direitos Humanos que se interessem pelo caso.

A liberdade de religião é garantida pelo artigo 36 da Constituição chinesa, embora seja limitado a organismos religiosos sancionados pelo Estado. Todos os que praticam a sua religião fora destes parâmetros podem ser acusado de participar de atividades ilegais.

Oficialmente, o número oficial de cristãos na China é cerca de 20 milhões, sendo dois terços de evangélicos. A religião com mais adeptos na China é o budismo. Segundo o governo, depois vem o islamismo. Somadas, elas reúnem cerca de 60 milhões de seguidores. ONGs cristãs estimam que podem existir até 50 milhões nas chamadas igrejas subterrâneas, que se reúnem sem autorização do governo.

PROGRAMA DA GLOBO FAZ PIADA COM A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS

Programa da Globo faz piada com a crucificação de Jesus
O programa “Junto & Misturado” do último domingo (8) tentou fazer piadas com diversas religiões. As esquetes tentaram fazer humor com diversas situações, criando um debate sobre os exageros em diversas crenças.

Em uma delas os atores ouvem, em uma mesa de bar, a atriz Gabriela Duarte dizer que fez um despacho. Dessa conversa os humoristas começam a brincar com as religiões. Outra esquete mostra Jesus com alguns assessores discutindo estratégias de marketing, como o uso da cruz, os pregos e a ressurreição.

Ainda falando do cristianismo, os humoristas brincaram com uma aparição de Nossa Senhora na parede de um apartamento. Outra situação eles criaram um drive-thru confessionário onde as pessoas confessam seus pecados e recebem a penitência. Eles chegaram a fazer uma cena em uma igreja cristã para surfistas que tem uma prancha como púlpito, uma clara referência à Igreja Bola de Neve.

Nem os muçulmanos escaparam da brincadeira, duas atrizes brincaram sobre o Niqab. Uma delas foi à praia com a vestimenta e apenas os olhos ficaram bronzeados. Em outra cena eles falam de uma “aula” de como ser um homem bomba.

Não é a primeira vez que o grupo de atores, liderados por Bruno Mazzeo, fazem brincadeiras com religiões. Em outubro o “Juntos & Misturado” fez uma brincadeira com a última ceia de Jesus.