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OBAMA ANUNCIA PROJETO DE US$ 100 MILHÕES PARA MAPEAR CÉREBRO

O presidente americano Barack Obama anunciou nesta terça-feira um projeto de US$ 100 milhões para mapear os mistérios do cérebro humano, tendo por objetivo buscar a cura para doenças como o mal de Alzheimer. "O computador mais poderoso do mundo não é tão intuitivo quanto o que temos desde que nascemos", afirmou Obama na Casa Branca.


"Há este mistério enorme esperando para ser desvendado. E a iniciativa Brain (cérebro, em inglês) irá mudar isso ao fornecer aos cientistas as ferramentas que eles precisam para ter uma imagem dinâmica do cérebro em ação", disse Obama.

A iniciativa, financiada com recursos do orçamento de Obama que será revelado na próxima semana, buscará encontrar novas formas de tratar, curar e prevenir doenças cerebrais como epilepsia e o mal de Alzheimer.

Os pesquisadores tentarão produzir imagens complexas do cérebro que mostrem como células individuais e circuitos neurais trabalham e interagem e examinar como o cérebro grava, utiliza e recupera grandes quantidades de informação.

A iniciativa Brain (Brain Research through Advancing Innovative Neurotechnologies) será levada adiante pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH, em inglês), pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa e pela Fundação de Ciência Nacional.

'Cientista-chefe'

Obama foi apresentado como o "cientista-chefe" no evento da Casa Branca pelo diretor do NIH, Francis Collins, e sua administração não hesita em demonstrar que, apesar dos tempos de austeridade, os investimentos em ciência são essenciais. "Estou feliz por ter sido promovido a cientista-chefe. Levando-se em conta minhas notas em física, não sei se eu merecia", disse o presidente. "Mas dou à ciência a importância adequada, então talvez eu tenha algum crédito", completou.

O projeto surgiu a partir de uma reunião entre neurocientistas e nanocientistas realizada na capital londrina em setembro de 2011, a qual foi organizada por Miyoung Chun, bióloga molecular e vice-presidente de programas científicos da Fundação Kavli.

A fundação, segundo explicou Miyoung, defende a ideia de que os próximos descobertas científicas mais importantes provirão da pesquisa multidisciplinar.

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