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A IMPORTÂNCIA DE VIVER PELA FÉ [PARTE FINAL]

O que é viver pela Fé? 
É "Perder a vida", nisto resume todas as demais definições. Jesus disse: "... quem perder a sua vida por minha causa, achá-la-á." (Mt 16.25). Este é o grande segredo de viver pela Fé, perder a vida por Jesus! Deixando o pecado, que afasta o homem do Senhor (Gl 5.16-21).

Para viver pela Fé é necessário colocar-se em segundo plano, oferecendo o primeiro lugar para Deus (Mt 6.33). Esta forma de vida, adquiri-se no convívio diário com o Mestre, observando os seus ensinamentos, desenvolvendo a comunhão, a justiça, o amor, a santidade. É indispensável ser sensível ao Espírito Santo e ouvi-Lo.

O viver pela Fé é uma realidade tão necessária quanto se alimentar; e não é privilégio de alguns, é dever de todos.

Disse Paulo:
"Cristo morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmo... Quando alguém está unido com Cristo, é uma nova pessoa, as cousas antigas passaram e se fizeram novas." (2 Co 5.15, 17)

Se você já é uma nova pessoa, viva diariamente na Fé em santidade e pureza e verás o que Deus faz através do homem que se santifica. Existe aqueles que enxergam esta situação como uma grande aventura floreada e romantizada, entendem que é preciso abandonar tudo - trabalho, bens, cidade etc.- e ficar esperando confiante na graça de Deus, algo parecido com o acontecido ao profeta Elias, quando foi alimentado pelos corvos (1 Rs 17.1-7 ). 


É um entendimento errôneo da verdade e vontade de Deus, pois o viver pela fé é para todos, envolve as 24 horas do dia. Não é um mandamento direcionado especificamente a alguns que se acham chamados para o "ministério, obras missionárias, etc". Estes espelham-se em narrativas de homens que viveram uma situação diferente em suas vidas. Muitos descobrem esta realidade um pouco tarde e tornam-se blasfemos, murmuradores diante do Pai.

Lembre-se: "Viver pela Fé é uma questão de vida e é para todos!" A simples Fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém, alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. 


A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser trabalhada todos os dias.

A Fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como "uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras". 

A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração. Moisés subiu ao monte para receber de Deus as tábuas da lei, ele subiu, recebeu, mas quando ele desceu, viu que o povo estava num “bacanal”, estavam na festa ao bezerro de ouro, ou seja, Moisés que demorou um pouco alem daquilo que se esperava no monte, a falta de Moisés já foi o motivo de se ter algo para pecar, porque Moisés era o canal entre Deus e o povo, de modo que Deus falava a Moisés e Moisés passava o recado de Deus ao povo, no primeiro aparente sinal da perda desse canal, o povo sentiu a necessidade de ter alguma coisa para representar um Deus. 

Eles tinham a carência de sempre ter alguma coisa representando Deus, eles tinham que de alguma forma tocar em um Deus, sentir esse Deus, porque eles não tinham fé suficiente, apesar de tantos sinais, e maravilhas que Deus já havia feito, eles não tinham a fé de esperar as coisas que não se viam, e não tinham o fundamento de viver pela fé! Depois que Josué, no limiar da morte, conclamou ao povo, a ser fiel a Deus, e só a ele prestar culto na terra que Deus lhe dava, o povo respondeu: “Ao Senhor nosso Deus serviremos e à sua voz obedeceremos” (Josué 24:24). 

Mas sabemos que logo após atravessar o rio Jordão e tomar posse da terra tão esperada, este povo não demorou a render-se aos encantos dos deuses dos cananeus. Isto mostra que não é fácil, também para nós vivermos a fidelidade a Deus, pois também hoje os deuses falsos nos atraem, e querem ocupar o nosso coração. A obediência sempre foi e sempre será a prova e a garantia da fidelidade a Deus. Foi pela fidelidade a Deus que Jesus salvou a humanidade, porque fez exatamente o que Adão recusou-se a fazer. 

Na obediência incondicional a Deus Jesus Cristo desatou o nó da desobediência de Adão e nos reconciliou com o Pai. O profeta afirma que: A obediência é melhor que o sacrifício (I Samuel 15:22). Como agrada a Deus um filho fiel! E o Senhor Jesus disse: “Muito bem servo bom e fiel! Sobre o pouco fostes fiel, sobre o muito te colocarei. Entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:21). Tudo o que recebemos de Deus nesta vida, é este “pouco” sobre o qual a nossa fidelidade está sendo provada por Deus.


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