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CAVALEIROS TEMPLÁRIOS [PARTE FINAL]

Os cavaleiros templários (Parte 10) Final
Nota: Esta é a última parte da série Os cavaleiros templários, neste vamos ver como foi o julgamento da ordem e seu "final" oficial, porém sabemos que até hoje a ordem tem suas ramificações de poder no mundo.

Uma grande quantidade de terras, recursos financeiros e um poderoso exército. Essa parecia a receita infalível de alguns reis para que pudessem submeter sua autoridade durante o processo de formação das monarquias nacionais europeias. Apesar de parecer simples, tal projeto de concentração do poder político deveria necessariamente percorrer os entraves impostos pelas instituições que legitimavam o poderio político dos clérigoe dos nobres proprietários de terra.

Na França do século XIV, temos um dos mais interessantes fatos ligados a essa experiência histórica ao observarmos o conflito travado entre o monarca Filipe IV, o Belo, e os integrantes da Ordem dos Cavaleiros Templários. Nessa época, essa ordem religiosa criada pela Igreja havia se enriquecido por meio do importante papel militar desempenhado nas Cruzadas. NaFrançase tornaram politicamente influentes e controlavam um expressivo número de terras.


Ambicionando a riqueza templária, o rei Filipe IV tentou se filiar à ordem sem obter o esperado sucesso. Com isso, decidiu instaurar uma abnegada perseguição religiosa acusando os integrantes dessa Ordem de praticarem rituais e difundirem crenças afastadas dos dogmas previstos pela Santa Sé. Pressionando o papa Clemente V, o rei da França conseguiu materializar um processo jurídico em que os templários seriam julgados pelos crimes que supostamente cometiam.

Durante o processo, o rei tentou impedir o depoimento de alguns dirigentes templários que poderiam influenciar na tomada de uma decisão em seu favor. Apesar de toda pressão real, o papa Clemente V e os demais cardeais que apreciaram o caso decidiram absolver completamente os templários de qualquer tipo de acusação. Contudo, haviam de fato algumas tradições entre os templários que puderam justificar a perseguição interesseira de Filipe IV.

Em seus rituais de iniciação, os templários deveriam se submeter a uma sessão em que cuspiam na cruz e trocava alguns beijos com o preceptor que o introduzia na Ordem. Apesar de exótico, o papa conseguiu compreender que o estranho ato era comum a um grupo militar onde a questão da lealdade era fundamental. Além disso, a compreensão de Clemente V se assentava no fato dos templários não renegarem nenhuma das liturgias católicas.

Apesar de a decisão ter frustrado os planos monárquicos, a tensão e a desconfiança cultivada com o incidente motivaram o papa a organizar uma assembleia pública, em 1308, onde dizia que a situação dos templários seria resolvida em um concílio que ocorreria dois anos mais tarde. Até aquele momento, parecia que a indefinição papal serviria para se acalmar os ânimos e deixar que a Ordem dos Templários seguisse seu próprio rumo.

Contudo, Filipe IV resolveu protagonizar mais um novo incidente que abalaria a situação entre amonarquia e a Igreja. Naquele mesmo ano, o rei acusou, julgou e condenou à morte na fogueira o bispo de Troyes. Tal ação autoritária visou coibir os mais poderosos bispos da França a apoiarem o monarca francês. Caso contrário, iriam comprar uma guerra que poderia ameaçar seriamente a unidade religiosa católica no interior da Europa.
Os cavaleiros templários (Parte 10) Final
Nota: Intimidado com a retaliação promovida pelo rei, o papa Clemente V se viu em uma situação desconfortável: ou preservava a unidade cristã, ou compraria uma cara briga para defender os templários. Por fim, no Concílio de Vienne (1311 - 1312), o chefe supremo da Igreja anunciou a extinção da ordem religiosa por meio de ação administrativa. Com esse precedente, Filipe IV pode prender, saquear e matar todos os cavaleiros templários presentes na França.

Em pouco tempo, Jacques de Molay, grão-mestre dos templários, foi levado à fogueira em uma pequena ilha do rio Sena. Segundo o relato de um escritor da época, antes de morrer Molayprofetizou que Filipe IV Clemente V seriam julgados por Deus pela injustiça que haviam cometido. Poucas semanas depois, o rei da França e o Papa faleceram. Tal coincidência, ainda hoje, nutre os mitos que falam sobre os segredos e mistérios da Ordem dos Templários. 

Este foi o fim "oficial" da ordem, porém mesmo após os acontecimentos a ordem se reergueu em segredo, se fortalecendo e formando alianças e modificando sua maneira de agir se fundindo com outras ordem. Este é o fim desta série que trouxe a luz alguns fatos e curiosidades históricas daordem dos templários.

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