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A MITOLOGIA ROMANA













A palavra moeda tem origem na mitologia romana. Ela vem do latim Moneta, nome de uma deusa dos romanos. No templo dessa deusa, eram feitos os pequenos objetos arredondados de ouro, prata ou cobre que serviam de dinheiro. Em homenagem à deusa, esses objetos receberam o nome de moneta, que, em português, transformou-se em moeda
Mas moneta ainda está presente, por exemplo, na palavra monetário.
A MITOLOGIA ROMANA
Mitologia é o estudo dos mitos, deuses e lendas. Os mitos são histórias de caráter popular ou religioso que têm por objetivo a explicação de coisas complexas, que passavam do entendimento das pessoas comuns na época de seus surgimentos.
Normalmente a mitologia é associada à sociedade de sua fundação, como a mitologia que surgiu na Grécia é denominada Mitologia Grega, sendo essa a mais famosa de todas. Em várias religiões a mitologia está presente de alguma forma. No Neopaganismo, por exemplo, a mitologia é a própria caracterização de sua fé.
Na sociedade atual, a mitologia está fortemente presente. Diversos jogos como Final Fantasy e Ragnarök; filmes e séries de televisão, como Harry Potter e Cavaleiros do Zodíaco possuem suas bases na mitologia.
A mitologia romana explica o surgimento e a história de seu povo.


A mitologia romana arcaica sofreu grandes modificações com a incorporação de grande parte da mitologia grega. Isso fez com que, surgisse em Roma diversos deuses e heróis muito semelhantes aos gregos, diferentes desses apenas no nome.



BACO
Baco, relativo a Dionísio na mitologia grega, é filho de Júpiter e a mortal Sêmele, era o deus do vinho e representava a embriaguez, porém também era um promotor da civilização, legislador e amante da paz. 


Segundo a lenda, Sêmele pediu para Júpiter mostrar todo o seu esplendor para ela. Júpiter tentou dissuadi-la, porém ela insistiu, fazendo com que o deus mostrasse todo seu esplendor, o que provocou sua morte, pois Sêmele era apenas uma mortal. 


Com sua morte, Júpiter pegou o feto, Baco, das cinzas e o colocou em sua perna, gerando assim, o deus do vinho.



CALIPSO
Calipso era uma ninfa marítima que recebeu Ulisses com hospitalidade, de forma magnífica e acabou apaixonando-se por ele, desejando tê-lo ao seu lado para sempre. 
Ulisses queria voltar para sua família e seu reino, Calipso recebeu ordens de Júpiter para deixá-lo ir embora, e ela assim o fez.
Calipso deu a Ulisses meios para construir uma jangada, encheu-a de provisões e deu-lhe bons ventos. 
Ele avançou bem durante muitos dias em seu percurso, mas quando estava avistando a terra, uma tempestade quebrou seu mastro, ameaçando afundar a pequena embarcação.

CELENO
Celeno (Κελαινώ) é uma harpia cujo nome em grego significa "a obscura". Também é chamada de Podarge (Ροδαργε). Em outras versões em vez de harpia, Celeno uma das sete plêiades, filha de Atlas e Pleione.


Representadas ora como mulheres sedutoras, ora como horríveis monstros, as Harpias traduzem as paixões obsessivas bem como o remorso que se segue a sua satisfação.

Na mitologia grega, as Harpias (do grego hárpyia, "arrebatadora") eram filhas de Taumas e Electra e, portanto, anteriores aos olímpicos.
Procuravam sempre raptar o corpo dos mortos, para usufruir de seu amor. Por isso, aparecem sempre representadas nos túmulos, como se estivessem à espera do morto, sobretudo quando jovem, para arrebatá-lo.
Parcelas diabólicas das energias cósmicas representam a provocação dos vícios e das maldades, e só podem ser afugentadas pelo sopro do espírito.


A princípio duas - Aelo (a borrasca) e Ocípite (a rápida no vôo) - passaram depois a três com Celeno (a obscura).
O mito principal das Harpias relaciona-se ao rei da Trácia, Fineu, sobre quem pesava a seguinte maldição: tudo que fosse colocado a sua frente, sobretudo iguarias, seria carregado pelas Harpias, que inutilizavam com seus excrementos o que não pudessem carregar.


Perseguidas pelos argonautas, a pedido de Fineu, obtiveram em troca da vida a promessa de não mais atormentá-lo.
A partir de então, refugiaram-se numa caverna da ilha de Creta.




CERES

Ceres, a deusa romana das plantas que brotam e do amor maternal, equivale à Deméter na mitologia grega. Ela era filha de Saturno e Cibele, era também amante e irmã de Júpiter, normalmente era vista com um cesto de flores e frutos, um cetro e uma coroa feita de orelhas de trigo. 


Ceres pediu a Júpiter para que a Sicília fosse colocada nos céus, então ele criou a constelação Triangulum, que antigamente se chamava Sicília. 
A palavra “cereal” deriva do nome da deusa romana, associando a imagem da deusa aos grãos comestíveis.



CUPIDO
O deus romano do Amor, Filho de Vênus e Marte. Sempre retratado com seu arco, pronto para disparar sobre o coração de homens e deuses. Foi protagonista de um romance muito famoso com a princesa Psique (deusa da Alma).
Os ferimentos causados pelas flechas que atirava, despertava amor ou paixão em suas vítimas. Muitas de suas ele era tido como benéfico em razão da felicidade que concedia aos casais, imortais ou mortais.
Na pior das concepções, era considerado malicioso pelas combinações que fazia situações em que agia orientado por sua mãe Vênus.

DIANA

A deusa romana Diana, relacionada à Ártemis na mitologia grega, é a deusa da caça e da lua. 
Filha de Júpiter e Latona, é irmã gêmea de Apolo. Indiferente ao amor, teve permissão do pai para não se casar. Um fato notório foi quando a deusa transformou o caçador Acteão em um cervo, já que o homem havia a visto nua durante o banho. Diana era uma caçadora incansável, seus cultos eram realizados em templos rústicos no meio da floresta onde animais eram sacrificados. 


Diana era representada com um arco e aljava, acompanhada de um cão ou cervo. Seu templo mais importante situava-se no monte Aventino, em Roma, e foi construído pelo rei Servius 


Tulius no século VI a.C.


ENDIMION
Endímion era um belíssimo e jovem rapaz que apascentava seu rebanho no monte Latmos. Certo dia a deusa Diana não agüentou a tamanha beleza do rapaz, o beijou e ficou observando-o enquanto dormia. Outra história diz que Júpiter deu a Endímion o dom da juventude eterna, juntamente com o sono perpétuo. 

A história de Endímion remete ao amor à vida, mostra uma vida vivida mais nos sonhos do que na realidade e uma desejada morte prematura.


ERISÍCTON


Erisícton era um rico senhor de terras que desafiava os deuses e os seus poderes, não dando a mínima à suas advertências. Certa vez, Erisícton mandou seus criados cortarem e derrubarem a mais importante árvore do bosque consagrada à deusa Ceres. A árvore era muito esplendorosa e venerável. 


Quando a árvore foi derrubada, as dríades, que dançavam ao redor, pediram que Ceres desse uma punição a Erisícton. A deusa decidiu então, ordenar que a fome, uma espécie de ser monstruoso, penetrasse em Erisícton. 



A fome atendeu ao pedido de Ceres e penetrou no corpo do homem, que desde então passou a ter uma fome incontrolável. Comia de tudo no mar, no ar e na terra e sua fome nunca cessava. Gastou toda sua fortuna em comida, até mesmo sua filha foi vendida, porém não foi o bastante. Quanto mais comia, mais fome tinha. Essa situação durou um bom período, até que Erisícton começou a devorar o seu próprio corpo, morrendo posteriormente.

FAUNO
Fauno era um deus romano, cultuado no norte palatino, protetor dos pastores e rebanhos. Com o tempo, o deus Fauno deixou de ter caráter divino e passou apenas a ser uma divindade campestre e mortal que protegia os rebanhos e as plantações de trigo. 
Não se sabe exatamente se antes de se tornar mortal ele possuía essa forma, mas normalmente, a divindade é representada com cabeça de homem e corpo de bode.

LATONA
O lago e o pântano é o começo de todas as maravilhas. 
Latona, aquela que o ciúme de Juno expulsou de terra em terra, chegou Lícia com duas crianças em seus braços, estava muito cansada e com sede. Logo na frente ela viu um lago com águas claras, naquele lugar os camponeses trabalhavam na colheita do junco e do vime.


Ela ajoelhou-se na beira do rio e saciou sua sede, quando então os aldeões proibiram. 
Suplicou aos aldeões para que os deixassem saciar a sede, mas eles com os corações endurecidos não deixaram.
Os aldeões não satisfeitos entraram no lago e começaram a mover a lama para que a água não pudesse mais ser bebida. Latona ficou com tanta raiva que levantou suas mãos aos céus e disse: “Que eles jamais saiam desse lago, que passem o resto de sua vida dentro dele!” 

E assim aconteceu.
E agora eles vivem dentro da água, às vezes submersos, levantando a cabeça na superfície e nadando. A voz tornou-se áspera de tanto coaxar, a garganta intumescida, a boca alargou-se, o pescoço encurtou-se, tornaram-se sapos.

MARTE
Marte era o deus romano, filho de Júpiter e Juno, equivalente a Ares na mitologia grega. Em contraste com sua irmã Minerva, que representava a guerra justa e diplomática, ele era o deus da guerra sangrenta, por isso tinha como características, a agressividade e a violência.


Devido a sua rixa com Minerva, os dois irmãos acabaram se opondo na Guerra de Tróia. Enquanto Minerva protegia os gregos, Marte ajudava os troianos, que posteriormente perderam a guerra para os gregos e Minerva.


Mesmo sendo cruel e rude, Marte se apaixonou por Vênus, a deusa do amor. 


A deusa manteve relações extraconjugais com ele, pois já era casada com Vulcano. 
Do amor entre Marte e Vênus, nasceu Cupido. 
Outro fato importante é que os moradores de Roma se consideram mitologicamente descendentes de Marte, pois Rômulo era filho de Ília, princesa de Alba Longa, e Marte.

MERCÚRIO
Mercúrio, correspondendo a Hermes na mitologia grega, era filho de Júpiter e Bona Dea. 
Ele era o deus dos viajantes, ladrões e do comércio, sendo também, a personificação da inteligência.


O deus Mercúrio era encarregado de levar as mensagens de um deus para o outro. 


Para isso, contava com alguns aparatos como uma bolsa, sandálias, um capacete com asas, uma varinha de condão e o caduceu.

MINERVA
Correspondente à deusa Atena na mitologia grega, Minerva era a deusa da sabedoria e das artes. Seu pai Júpiter, após engolir a deusa Métis (Prudência), pediu a Vulcano que abrisse sua cabeça com o seu machado, para acabar com a dor de cabeça que ele sentia. 
Da cabeça de Júpiter saiu Minerva já adulta. 


Minerva era uma das poucas deusas virgens, ao lado de sua irmã Diana. Normalmente a deusa portava escudo, lança e armadura, pois representava também a guerra de forma estratégica e diplomática.


NETUNO
Netuno corresponde na mitologia grega a Poseidon. 
Netuno representava os mares, oceanos e as correntes d’água, era filho de Saturno e controlava o universo ao lado de seus irmãos, Júpiter (céus) e Plutão (mundo dos mortos). 


Porém há uma diferença entre o deus dos mares segundo a mitologia grega e romana. 


Enquanto Poseidon tinha caráter violento e agressivo, Netuno não, era apenas o senhor das águas.

PERSEU E MEDUSA
Perseu era o filho do deus Júpiter com Dânae. O pai de Dânae e avô de Perseu, Acrísio, foi avisado pelo Oráculo que o filho de sua filha (Perseu) seria o instrumento de sua morte.
 Então, colocou Perseu e sua mãe Dânae, dentro de um baú e os jogaram no mar. 


O baú foi achado por um pescador, que o conduziu para Polidectes, o rei da região. 


O rei tratou a Perseu e sua mãe muito bem, e quando Perseu havia se tornado homem, deu a ele a missão de conquistar Medusa. 


Medusa já fora uma linda mulher, porém quis competir com a deusa Minerva, que a puniu transformando seus lindos cabelos, em serpentes. Medusa tinha um aspecto tão assustador que qualquer um que olhasse para ela se transformava em pedra. 


Com a ajuda da deusa Minerva, que lhe deu um escudo, e do deus Mercúrio, que lhe deu sapatos alados, Perseu entrou na gruta em que Medusa estava dormindo, cortou sua cabeça e entregou à Minerva.


URANO
Urano, filho e esposo de Gaia, personificava o céu. Do seu relacionamento com Gaia nasceram doze titãs, ciclopes e Hecatônquiros. Sabendo que um dia um de seus filhos tomaria o poder, Urano passou a odiá-los, mantendo-os presos no interior de Gaia. 


Certa vez Gaia pediu a seu filho Cronos que a ajudasse, então Cronos castrou violentamente seu pai Urano. Do sangue de Urano derramado na terra nasceram os gigantes e dos testículos jogados no mar nasceu Afrodite.


VÊNUS
Vênus, a deusa do amor e da beleza, é equivalente a Afrodite na mitologia grega. Existem duas teorias sobre a origem da deusa. A primeira diz que ela foi gerada pelas espumas do mar dentro de uma espécie de concha, outra afirma que a deusa é filha de Júpiter e Dione. 


A deusa Vênus era esposa de Vulcano, porém mantinha relações extraconjugais com Marte, o deus da guerra. Ela possuía um olhar vago, os seus olhos eram o ideal da beleza feminina, ela possuía um carro puxado por cisnes. Os romanos se consideravam descendentes de Vênus, já que Eneias, o fundador mítico da raça romana, era filho de Vénus com o mortal Anquises.


VESTA
Vesta, filha de Saturno e Cibele, era a deusa dos laços familiares, simbolizada pelo fogo da lareira. Embora Vesta fosse bastante cortejada pelos deuses Poseidon e Apolo, a deusa havia jurado a Zeus que se manteria virgem, fato pelo qual ele lhe deu a honra de ser venerada em todos os lares e ser muitíssima respeitada por todos os deuses e mortais. 


Em Roma, a deusa Vesta simbolizava a perenidade do império. 

Suas sacerdotisas eram chamadas de vestais e tinham um voto de castidade, além de ter que servir Vesta durante trinta anos. 


Normalmente, Vesta era apresentada como uma mulher jovem, com grandes roupas e um véu sobre a cabeça e ombros. Devido a sua simplicidade, não houveram tantas manifestações artísticas nem histórias narrando os fatos a respeito da deusa.


VULCANO
Vulcano, segundo a mitologia romana, era o deus do fogo, filho de Júpiter e Juno. Vulcano era o deus mais feio de todos, e quando nasceu, foi lançado ao mar por sua mãe devido à sua falta de beleza e imperfeição física, pois era coxo. 


Quando Vulcano foi atirado ao mar, Tetis e Eurínome, filhas do Oceanus, o ajudaram. A figura do deus era a de um ferreiro que criava raios, inclusive os raios que Júpiter usava. Vulcano era casado com Vênus, a deusa do amor e da beleza, porém era traído pela mulher com Marte, o deus da guerra. Certa vez Vulcano armou uma armadilha para pegar os dois amantes em flagrante, porém Júpiter nada fez, pois perdoou Vênus. Vulcano é relacionado à Hefesto na mitologia grega.


JUNO (HERA)
Foi a rainha do céu. Presidia a casamentos e nascimentos. 
É representada como uma respeitável matrona, conduzindo um cetro ou coroa.
Um pavão chamado Argos está sempre ao seu lado. Em Roma seu festival era chamado Matronália. Muitas vezes é representada como uma figura maléfica, ciumenta e vingativa.

IRIS
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Foi a mensageira dos Deuses, principalmente de Juno. Íris era uma linda moça representada provida de asas brilhantes. Os poetas supõem que o Arco-íris (como o nome já diz) era uma trilha deixada de quando subia para deixar uma mensagem nos céus.


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