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CAMINHO ESTREITO. NÃO HÁ ATALHOS PARA O CÉU!

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.
(Mateus 7: 13, 14)

Iniciarei este texto com uma indagação: Qual é a maior dificuldade encontrada pelos pastores comprometidos com o evangelho genuíno nos dias atuais? Ousarei responder: Acredito que seja fazer com que as pessoas compreendam que, necessariamente, conversão implica em mudança de vida, mudança de hábitos, transformação, renúncia! 



O apóstolo Paulo, resultado de uma experiência mística e posterior conversão à Cristo, faz uma maravilhosa declaração aos irmãos de Roma no primeiro capítulo de sua epístola direcionada a eles e no versículo dezesseis: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê ,...”. Particularmente, entendo esta declaração como a garantia de que evangelho sem poder, não é evangelho. 


A razão disto é que o poder do evangelho é fundamentalmente levar as pessoas à salvação. Se isto não ocorrer ficará descaracterizada sua finalidade que é salvar. Salvação abrange redenção, remissão e libertação... Alguém salvo pelo poder do evangelho é essencialmente liberto do poder do pecado, e como tal já não é controlado ou escravizado por ele, mas o subjuga renunciando a tudo que diz respeito a ele! 


Esta parte enfrenta maior dificuldade de aceitação entre as pessoas dos dias atuais que desejam uma vida “cristã” descomprometida, sem responsabilidades, sem mudanças de hábitos, e, consequentemente, sem renúncia aos velhos vícios e pecados aos quais passaram ligados durante maior parte do tempo, até agora. 


E esta é uma verdade incontestável! Em todos esses anos pastoreando igrejas, tenho lido isto nitidamente nas pessoas que procuram a igreja... Muitas delas buscam socorro em momentos de dificuldades, adversidades e desespero. Querem socorro divino imediato, aliás, nem importa muito que seja divino, basta que seja um socorro. Tenho visto milhares passarem pelas nossas igrejas revelando atitudes momentâneas de reverência, dedicação, adoração e “quebrantamento”. Até nós pastores, conhecedores da diversidade de comportamentos humanos muitas vezes agimos de forma entusiástica e confiante de que estas pessoas realmente permaneçam e firmem suas estacas na casa de Deus. Mas lamentavelmente constatamos que apenas a minoria permanece.

É diferente com aqueles que apenas preocupam-se com as estatísticas e com o cumprimento de metas. (Aliás, outra atitude que reprovo totalmente... Igrejas que funcionam como grandes empresas, obrigando seus funcionários a cumprirem metas absurdas como se o evangelho se resumisse em estratégias de marketing resultando em vendas! 


Tenho visto metas absolutas para número de candidatos ao batismo, além de metas para o crescimento econômico de tais instituições, obrigando seus pastores a oprimirem o povo de tal forma que lhes tire o máximo que puderem em valores materiais). Líderes preocupados em dirigir o povo ao céu através da palavra, necessariamente preocupam-se com a qualidade moral e espiritual de suas igrejas. 


Ensinam princípios básicos doutrinários que conduz o povo a santificação, aproximando-o cada vez mais de Deus. É evidente que não se pode obrigar qualquer pessoa a obedecer e observar aquilo que ensinamos, mas também é verdade que somos responsáveis por mostrar a verdade ao rebanho sob nossos cuidados, motivando-o a uma vida de mais santificação e maior comunhão com o Criador! Há muitas igrejas que confundem liberdade do evangelho, com libertinagem da graça. 


Ensinam que o povo é livre para fazer o que quiser e como quiser, pois o evangelho da graça não impõe responsabilidades, apenas abre as portas do céu para que todas as pessoas entrem nele como quiserem. O medo de não ajuntar, tem se tornado a principal causa de espalhar, pois produz cristãos sem temor e sem reverência à santidade de Deus. Consequentemente não cultivam seu amor a Deus e sequer dão importância à salvação e ao sacrifício do calvário que a trouxe até nós.  


Nessas igrejas, as pessoas podem participar da comunhão do corpo de Cristo sem no entanto abandonarem seus vícios e suas práticas pecaminosas. Podem dizer que são crentes e praticarem suas vidas religiosas integralmente fumando, bebendo, usando drogas, praticando a prostituição, o adultério, a libertinagem até seus mais extremos limites, mentindo, contribuindo para a sensualidade sob todos os aspectos, inclusive na sua forma descuidada de vestir, podem brincar o carnaval (a festa da carne) como se fosse uma festa comum e inofensiva à natureza santa do Todo-Poderoso, podem desafiar a Deus exigindo milagres e resultados como se o SENHOR fosse empregado e eles os patrões, etc.

Afinal, que cristianismo é este no qual renúncia tornou-se uma palavra completamente desconhecida?

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